sábado, 8 de agosto de 2015

Laranjeiras

Na primeira vez que fui a Sergipe, alguns anos atrás, fui a dois municípios do entorno de Aracajú que são pequenas jóias da arquitetura Colonial: São Cristovão e Laranjeiras. Distante cerca de 20km, um ao sul e outro ao norte, estas cidades devem fazer parte de qualquer roteiro turístico pela região.
Desta vez estive somente em Laranjeiras. Linda cidade, Laranjeiras já foi a mais importante do estado, desde de seus tempos de vila. Chegou a ser considerada "Atenas sergipana" de tantos intelectuais, teatros, pensadores da política e das artes que ali surgiram.
Só não foi capital do estado por uma manobra política do Barão de Maruim no final do século XIX, sendo Aracajú a escolhida. Escolha esta que tem boas razões também.
Sua história começa em 1590, passa pela invasão holandesa, destruição parcial, reconstrução e forte participação no ciclo do açucar.
Hoje mantém rica a tradição folclórica por meio de manifestações de rua e centros culturais além de possui um campus da federal de Sergipe com cursos de dança e arquitetura, museologia e arqueologia

Veja mais em laranjeiras.ufs.br

Para chegar é só ir até a rodoviária velha tomar o micro que sai de dez em dez minutos da Coopertalse. Custa R$ 2,80. Menos de meia hora de viagem.

Abaixo algumas fotos. Em uma delas, uma ruína, há uma placa de vende-se. Neste local havia um hospital no qual Lampião fez uma cirurgia nos olhos. Por esta razão, Laranjeiras fora poupada dos ataques do bando.
Mais sobre Laranjeiras www.laranjeiras.se.gov.br/

Quem vai lá poderá sempre contar com a hospitalidade, simpatia e gentileza do povo de Sergipe, como sempre. Conheci um senhor que o maestro da banda local em uma rápida conversa na rua, Sr. Cosme. E no centro cultural, aonde vimos uma pequena exposição de obras de artistas locais, contamos com a simpatia de Dira Reis. Abraços a eles.


















quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Mangue Seco

Este lugar, na divisa de Sergipe com Bahia, é daqueles nos quais o tempo anda devagar, beneficamente, muito devagar.
Local aonde foi gestado e escrito o romance Tieta do Agreste de Jorge Amado também serviu de cenário para a famosa novela com Beth Faria e o filme com Sônia Braga entre outros ilustres nomes de nosso cenário artístico.

Pertence ao município de Jandaíra porém, apesar de vilarejo bahiano, Mangue Seco está mais ligado ao Estado de Sergipe do que propriamente à Bahía. Chegar à cidade de Estância, em Sergipe, é mais fácil e mais rápido do que chegar ao centro de Jandaíra. Médicos, bancos, compras de artigos de feira, compras em geral são serviços oferecidos por Sergipe, em Estância. A energia elétrica também chega de Sergipe...Vai entender.

Para chegar ali é mais fácil de barco. Pensando em transporte barato faz-se o seguinte: De Aracajú toma-se um ônibus da Coopertalse (veja no site os horários) até Estância por cerca de R$ 25,00. Da rodoviária velha de Estância (há outra em outro ponto) toma-se um outro ônibus (R$ 7,00)  que sai de uma rua lateral até o Pontal que é o ponto mais próximo para a travessia. Ali toma-se um barco que pode ser escolhido na hora. Há inúmeras opções e preços. Pode sair por R$ 20,00 a travessia por pessoa. Não tem jeito.

Outra maneira é chegar na segunda-feira no Pontal por volta de 13h e esperar o barco que leva os moradores que saíram à feira de madrugada da vila de Mangue Seco até Estância e neste horário voltam para a vila. Só na segunda-feira. Deve sair por R$ 5,00 a cabeça.

A Nozes Tour (veja no site) tem um transporte que sai diariamente de Aracajú e leva de Van até o ponto da travessia, faz a travessia com escuna (esta que aparece na foto abaixo) e traz de volta no mesmo percurso no dia em que for combinado ás 15h30. Vale a pena pois deve sair R$ 60,00 por trêcho. Veja bem: sai o equivalente ao trâmite  descrito antes, dá bem menos trabalho e demora muito menos.

A opção mais cara é fazer tudo de táxi, seja de Aracajú ou seja de Estância. Aqui vale ficar esperto para o que vai acontecer de mais inusitado: todos os taxistas que conversei e até o motorista do ônibus de Estância ao Pontal tem um primo que faz a travessia de voadeira a partir do povoado de Terra Caída. Neste caso gasta-se cerca de R$ 300,00 ir e voltar. Se tiver mais gente para dividir o gasto e se tiver mais pressa pode valer a pena. Mas pode-se fazer um mix disto e usar o táxi até o Pontal que, verdadeiramente, é o lugar que as pessoas de Mangue Seco utilizam para fazer a travessia.
De qualquer forma, como todos são "primos" os horários são respeitados e eles já armam tudo. Paga-se o barco na volta e não na ida e geralmente não dá para pagar só um trêcho.

Na vila, que super pequena e aonde moram cerca de 190 pessoas, dá para fazer tudo a pé, excetuando-se, é claro, os passeios de barco pelas praias e ilhas. Outros sites dão dicas muito boas sobre estes passeios. Vamos facilmente à praia, que é uma só, a pé. Toma-se a trilha por detrás da igreja e anda-se de 10 a 15 minutos. Dá para ir pelo rio na parte de manhã, quando a maré está baixa.

Para hospedar-se a mais confortável da vila é a pousada Fantasía do Agreste, seguida do Mangue Seco Hostel. Há ainda outras pousadas como a Asa Branca, Grão de Areia, Pouso das Garças. Um pouco fora da vila, porém de mais conforto, também estão a Village Mange Seco e O Forte. Estas últimas com restaurante.

Para comer na vila há poucas opções quase todas muito parecidas em qualidade. Comida caseira em geral sem requintes à mesa, normalmente. Os preços não costumam ser equivalentes à qualidade dos pratos, variedade e serviço. Por exemplo, um prato de arroz, feijão, farinha, salada de tomates com cebola (sempre isto) e quatro postas de peixe sai por quase R$ 80,00 para duas pessoas. Tudo bem que quase tudo vem de fora mas não justifica. É um pouco esfolado mesmo.

Se quiser comer bem, com pratos bem feitos e apresentados tem que ser no Mangue Seco Hostel que fica na vila mesmo. Cozinha gourmet mesmo. E os preços são equivalentes à qualidade do serviço, apresentação dos pratos e riqueza de sabor e ingredientes variados. Normalmente só servem jantar.

Na praia é tudo muito simples. A barraca da Inês com os garçons Alexandre e Denílson, apesar de simples é a melhor opção, possivelmente, dado ao atendimento cortês e preços honestos. Dizem que mais barata que as outras que estão fazendo parte de um conluio ente agentes de viagem, agências, etc. que cobram sua parte para levar os clientes até lá. É bem sinalizado e dá para achar as barracas pelos nomes. Aliás, a extensão da área das barracas é curta mas a faixa de areia é bem quilométrica.

De resto é relaxar, curtir a tranquilidade da vila que, em certas épocas e dias não há quase ninguém. Ir ver a lua ou o céu e as estrelas cadentes ao lado da torre do farol é um passeio recomendado e fácil. A vila é tranquila, segura e todos são muito cordiais.
 Tomar um café, comer um doce, tomar sorvete na Sorveteria da D. Sula, na vila mesmo, ao lado do Shopping Mangue Seco, e bater papo com a Dona Ana são coisas que não devem ser deixadas de lado.

Quem quiser detalhes sobre o mapa da mina é só me contactar...Desvendo os segredos for free.


















quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Canindé de São Francisco - SE, Piranhas - AL Visita ao Cânion do Xingó

Estive visitando o meu querido Nordeste, mais uma vez. A quinta vez, para dizer a verdade. Sempre surpreendente.
É a segunda vez que vou a Aracajú. A primeira foi há cerca de 6 anos. Desta vez descemos, minha esposa e eu, em Aracajú e já nos dirigimos para Canindé de São Francisco, cidade localizada na rota do Cangaço, no noroeste do Estado de Sergipe. Lá na divisa de Alagoas.
Esta cidade é a porta de entrada do Cânion do Xingó, maravilhosa formação rochosa formada pelo represamento do Rio São Francisco para a formação da Usina Hidrelétrica do Xingó. O quinto maior cânion navegável do mundo.
Nos hospedamos na cidade de Piranhas, aliás linda cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas. Patrimônio tombado pelo Iphan, a cidade abriga um respeitável casario do século XIX. Foi importante entreposto comercial às margens do Velho Chico, visitada pelo Imperador D. Pedro II, que buscava nela e na região, bem como no São Francisco, um meio de expandir economicamente o país para o interior e o sertão, principalmente. Foi palco de uma sangrenta batalha entre um grupo de cangaceiros do bando de Lampião e também foi o primeiro palco aonde foram exibidas as cabeças deste cangaceiro e mais outros 11 de seu bando, incluindo Maria Bonita, após o massacre realizado pela polícia na fazenda de Angicos, cidade de Poço Redondo no interior sergipano.

Não conheci o centro de Canindé, apenas a rodoviária e o entorno da rodovia que corta a cidade. Esta cidade, segundo nos foi contado pelo querido Josivaldo, taxista de Piranhas, foi realocada após a foemação da represa da usina. É por esta cidade que se faz o tradicional passeio de Catamarã ou lancha pelo Cânion do Xingó.
Normalmente quem visita o cânion normalmente hospeda-se em Piranhas. A distãncia entre as duas cidades e a saída do passeio é praticamente a mesma.

Piranhas possui uma boa estrutura de hotéis, pousadas e alguns restaurantes e bares. Possui o Museu do Cangaço, Centro de artesanatos, instalações da antiga estação ferroviária e seu complexo de casas e armazéns, igrejas antigas e formações naturais como o próprio rio São Francisco que corta a cidade.

Além do passeio ao cânion há outros que podem ser feitos como a visita a Paulo Afonso e sua usina, já no estado da Bahia ou a Rota do Cangaço com o qual se chega aonde Lampião fora abatido.

A visita ao cânion consta de um passeio que pode ser feito de catamarã com lotação para 250 pessoas ou de lanchas para até 8 pessoas. O catamarã, apesar da lotação, é confortável, super seguro, bem equipado e com uma ótima equipe formada por guias, marinheios, salva-vidas e tem ainda o serviço de restaurante e bar. Passeio de três horas, com parada de uma hora para nadar no rio, com toda a segurança, e passeio de canoa entre as partes mais estreitas do cânion. O local de saída do cânion é bem estruturado  e conta com restaurante, banheiros e local para lazer á beira do rio.

A seguir algumas fotos do passeio do cânion.










Algumas fotos de Piranhas incluindo o Museu do Cangaço com algumas peças que pertenceram a Lampião. A estátua em homenagem a Altemar Dutra se deve ao fato deste cantor ter adotado a cidade como refúgio durante os útlimos anos de sua vida,