quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Canindé de São Francisco - SE, Piranhas - AL Visita ao Cânion do Xingó

Estive visitando o meu querido Nordeste, mais uma vez. A quinta vez, para dizer a verdade. Sempre surpreendente.
É a segunda vez que vou a Aracajú. A primeira foi há cerca de 6 anos. Desta vez descemos, minha esposa e eu, em Aracajú e já nos dirigimos para Canindé de São Francisco, cidade localizada na rota do Cangaço, no noroeste do Estado de Sergipe. Lá na divisa de Alagoas.
Esta cidade é a porta de entrada do Cânion do Xingó, maravilhosa formação rochosa formada pelo represamento do Rio São Francisco para a formação da Usina Hidrelétrica do Xingó. O quinto maior cânion navegável do mundo.
Nos hospedamos na cidade de Piranhas, aliás linda cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas. Patrimônio tombado pelo Iphan, a cidade abriga um respeitável casario do século XIX. Foi importante entreposto comercial às margens do Velho Chico, visitada pelo Imperador D. Pedro II, que buscava nela e na região, bem como no São Francisco, um meio de expandir economicamente o país para o interior e o sertão, principalmente. Foi palco de uma sangrenta batalha entre um grupo de cangaceiros do bando de Lampião e também foi o primeiro palco aonde foram exibidas as cabeças deste cangaceiro e mais outros 11 de seu bando, incluindo Maria Bonita, após o massacre realizado pela polícia na fazenda de Angicos, cidade de Poço Redondo no interior sergipano.

Não conheci o centro de Canindé, apenas a rodoviária e o entorno da rodovia que corta a cidade. Esta cidade, segundo nos foi contado pelo querido Josivaldo, taxista de Piranhas, foi realocada após a foemação da represa da usina. É por esta cidade que se faz o tradicional passeio de Catamarã ou lancha pelo Cânion do Xingó.
Normalmente quem visita o cânion normalmente hospeda-se em Piranhas. A distãncia entre as duas cidades e a saída do passeio é praticamente a mesma.

Piranhas possui uma boa estrutura de hotéis, pousadas e alguns restaurantes e bares. Possui o Museu do Cangaço, Centro de artesanatos, instalações da antiga estação ferroviária e seu complexo de casas e armazéns, igrejas antigas e formações naturais como o próprio rio São Francisco que corta a cidade.

Além do passeio ao cânion há outros que podem ser feitos como a visita a Paulo Afonso e sua usina, já no estado da Bahia ou a Rota do Cangaço com o qual se chega aonde Lampião fora abatido.

A visita ao cânion consta de um passeio que pode ser feito de catamarã com lotação para 250 pessoas ou de lanchas para até 8 pessoas. O catamarã, apesar da lotação, é confortável, super seguro, bem equipado e com uma ótima equipe formada por guias, marinheios, salva-vidas e tem ainda o serviço de restaurante e bar. Passeio de três horas, com parada de uma hora para nadar no rio, com toda a segurança, e passeio de canoa entre as partes mais estreitas do cânion. O local de saída do cânion é bem estruturado  e conta com restaurante, banheiros e local para lazer á beira do rio.

A seguir algumas fotos do passeio do cânion.










Algumas fotos de Piranhas incluindo o Museu do Cangaço com algumas peças que pertenceram a Lampião. A estátua em homenagem a Altemar Dutra se deve ao fato deste cantor ter adotado a cidade como refúgio durante os útlimos anos de sua vida,













Nenhum comentário:

Postar um comentário