quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Mangue Seco

Este lugar, na divisa de Sergipe com Bahia, é daqueles nos quais o tempo anda devagar, beneficamente, muito devagar.
Local aonde foi gestado e escrito o romance Tieta do Agreste de Jorge Amado também serviu de cenário para a famosa novela com Beth Faria e o filme com Sônia Braga entre outros ilustres nomes de nosso cenário artístico.

Pertence ao município de Jandaíra porém, apesar de vilarejo bahiano, Mangue Seco está mais ligado ao Estado de Sergipe do que propriamente à Bahía. Chegar à cidade de Estância, em Sergipe, é mais fácil e mais rápido do que chegar ao centro de Jandaíra. Médicos, bancos, compras de artigos de feira, compras em geral são serviços oferecidos por Sergipe, em Estância. A energia elétrica também chega de Sergipe...Vai entender.

Para chegar ali é mais fácil de barco. Pensando em transporte barato faz-se o seguinte: De Aracajú toma-se um ônibus da Coopertalse (veja no site os horários) até Estância por cerca de R$ 25,00. Da rodoviária velha de Estância (há outra em outro ponto) toma-se um outro ônibus (R$ 7,00)  que sai de uma rua lateral até o Pontal que é o ponto mais próximo para a travessia. Ali toma-se um barco que pode ser escolhido na hora. Há inúmeras opções e preços. Pode sair por R$ 20,00 a travessia por pessoa. Não tem jeito.

Outra maneira é chegar na segunda-feira no Pontal por volta de 13h e esperar o barco que leva os moradores que saíram à feira de madrugada da vila de Mangue Seco até Estância e neste horário voltam para a vila. Só na segunda-feira. Deve sair por R$ 5,00 a cabeça.

A Nozes Tour (veja no site) tem um transporte que sai diariamente de Aracajú e leva de Van até o ponto da travessia, faz a travessia com escuna (esta que aparece na foto abaixo) e traz de volta no mesmo percurso no dia em que for combinado ás 15h30. Vale a pena pois deve sair R$ 60,00 por trêcho. Veja bem: sai o equivalente ao trâmite  descrito antes, dá bem menos trabalho e demora muito menos.

A opção mais cara é fazer tudo de táxi, seja de Aracajú ou seja de Estância. Aqui vale ficar esperto para o que vai acontecer de mais inusitado: todos os taxistas que conversei e até o motorista do ônibus de Estância ao Pontal tem um primo que faz a travessia de voadeira a partir do povoado de Terra Caída. Neste caso gasta-se cerca de R$ 300,00 ir e voltar. Se tiver mais gente para dividir o gasto e se tiver mais pressa pode valer a pena. Mas pode-se fazer um mix disto e usar o táxi até o Pontal que, verdadeiramente, é o lugar que as pessoas de Mangue Seco utilizam para fazer a travessia.
De qualquer forma, como todos são "primos" os horários são respeitados e eles já armam tudo. Paga-se o barco na volta e não na ida e geralmente não dá para pagar só um trêcho.

Na vila, que super pequena e aonde moram cerca de 190 pessoas, dá para fazer tudo a pé, excetuando-se, é claro, os passeios de barco pelas praias e ilhas. Outros sites dão dicas muito boas sobre estes passeios. Vamos facilmente à praia, que é uma só, a pé. Toma-se a trilha por detrás da igreja e anda-se de 10 a 15 minutos. Dá para ir pelo rio na parte de manhã, quando a maré está baixa.

Para hospedar-se a mais confortável da vila é a pousada Fantasía do Agreste, seguida do Mangue Seco Hostel. Há ainda outras pousadas como a Asa Branca, Grão de Areia, Pouso das Garças. Um pouco fora da vila, porém de mais conforto, também estão a Village Mange Seco e O Forte. Estas últimas com restaurante.

Para comer na vila há poucas opções quase todas muito parecidas em qualidade. Comida caseira em geral sem requintes à mesa, normalmente. Os preços não costumam ser equivalentes à qualidade dos pratos, variedade e serviço. Por exemplo, um prato de arroz, feijão, farinha, salada de tomates com cebola (sempre isto) e quatro postas de peixe sai por quase R$ 80,00 para duas pessoas. Tudo bem que quase tudo vem de fora mas não justifica. É um pouco esfolado mesmo.

Se quiser comer bem, com pratos bem feitos e apresentados tem que ser no Mangue Seco Hostel que fica na vila mesmo. Cozinha gourmet mesmo. E os preços são equivalentes à qualidade do serviço, apresentação dos pratos e riqueza de sabor e ingredientes variados. Normalmente só servem jantar.

Na praia é tudo muito simples. A barraca da Inês com os garçons Alexandre e Denílson, apesar de simples é a melhor opção, possivelmente, dado ao atendimento cortês e preços honestos. Dizem que mais barata que as outras que estão fazendo parte de um conluio ente agentes de viagem, agências, etc. que cobram sua parte para levar os clientes até lá. É bem sinalizado e dá para achar as barracas pelos nomes. Aliás, a extensão da área das barracas é curta mas a faixa de areia é bem quilométrica.

De resto é relaxar, curtir a tranquilidade da vila que, em certas épocas e dias não há quase ninguém. Ir ver a lua ou o céu e as estrelas cadentes ao lado da torre do farol é um passeio recomendado e fácil. A vila é tranquila, segura e todos são muito cordiais.
 Tomar um café, comer um doce, tomar sorvete na Sorveteria da D. Sula, na vila mesmo, ao lado do Shopping Mangue Seco, e bater papo com a Dona Ana são coisas que não devem ser deixadas de lado.

Quem quiser detalhes sobre o mapa da mina é só me contactar...Desvendo os segredos for free.


















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